2 de jan. de 2015

Não é isso.

Eu lhe mostrei meu momento frágil: Uma garota chorando por bobagens.
Ele caçoou...
Berto, estou com medo....
Estou crescida demais pra amigos imaginários, mas você é mais que isso, quando escrevo é o momento em que eu mais me sinto ligada a você, porém não é o único, sinto falta do som das suas asas, do seu sorriso e até do seu deboche... Acho que não te vejo mais com tanta frequencia porque não vivo mais entre minhas caixas de eternas mudanças como antes. Eu nunca quis viver.
Porém não me sinto em casa, em lugar nenhum. Eu moro aqui, fico lá.
Eu não gosto daqui, mas não sou de lá.
Não sou de lugar nenhum.
Não pertenço.
Sem lenço, sem documento.
Sem pertencimento, sem momento.
Nenhum momento é meu.
Os fogos do ano novo não foram vistos, minha alma procurando algo novo também não.
Não sei o que quero pro futuro.
Não pertenço a lugar nenhum
Não quero crescer, nem ser infantil.
Não é isso.
Nem aquilo.
Você entende Berto?
Entende que só você que tem a cura pro meu vicio?

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