Me encolhia por conta do frio.
Eu estava bem, não sentia vontade de chamar o Berto. Deixei-o voar então...
Meus pensamentos escorregavam pela mão.
Me sentia tão protegida, embora meu abraço estivesse dormindo.
Sim, meu abraço vive.
Eu conseguia pensar em paradoxos... Simplesmente, sem dores, resumindo...
Nunca soube bem onde estive.
Redesenhei o mapa dos meus planos.
Eu sempre soube onde queria chegar, só nunca soube o caminho.
Eu sempre pensei nos danos.
E nunca no carinho.
-Obrigada.- Pensei alto demais.
Não sei pra quem, ou como isso chegaria, talvez chegasse um dia, ou jamais...
Acho que crescer dói e nunca fui algo que eu quis.
Então sempre terei meu amigo imaginário, pois isso me faz feliz.
Mesmo que meus pensamentos escorram.
Mesmo que meus planos morram.
Eu vou ficar bem.
E espero que meu abraço e o Berto também.
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