Está determinação já me veio antes, é engraçado, ela vem e volta, mas desta vez está tão sutil, mal posso nota-la... Abri meus olhos, em meio aquela multidão.
Continuei andando, experimentei sorrir, não era uma boa hora.
A trilha sonora estava agradável, o que não estava agradável era a situação, cobrava a gravidade, mas eu não estava no mundo certo pra cobra-la... Gravidade, eu realmente precisava de algo que me puxasse... e eu achei, não era tão forte, mas me era suficiente.
Minha gravidade tinha tantos defeitos, tantas qualidades escondidas... me fazia sorrir, mas essa não era a minha função?
Sem dramas, sem choro, a vida passa oras bolas! E nada vai mudar isso, então erga-se, a ilha não se curva, não é?
E como disse, minha determinação temporária está aqui, ela é tão sinuosa...
Mas queria mostrar, Berto estou aqui! Estou cessando, estou viva, posso respirar, por mim, por nós... pelo que importa realmente.
Meu mundo pode não virar cores e sensações, mas viver a realidade as vezes faz bem, meu mundo, talvez ele esteja de férias, e eu esteja expulsa por um tempo indeterminado, e o que faz sentido é me adaptar, não é o mais forte que sobrevive, mas o mais bem adaptado, Charles Darwin que o diga.
Cheguei a minha casa, tão escura, tão minha... me sentei, tirei os fones cansados, fechei meus olhos, olhar para meu mundo as vezes me faz bem, mas vou ter que abrir meus olhos, mas não agora.
Escutei passos... abri meus olhos lentamente...
-Olá Berto- Olhei com olhos calmos, ele me sorriu de volta, com um sorriso preocupado.
-Eu estou bem Berto, ou vou ficar- e sorri, com meu sorriso mais adorado ultimamente, o sorriso de esperança que traziam olhos brilhantes...Ele deu um sorriso de deboche e se sentou ao meu lado, fechei meus olhos e dei olá para meu mundo.
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