25 de fev. de 2013

Garota dos canudos cesse!

Estava um dia bonito e mesmo sendo tarde ainda havia sol, enquanto isso num canto escuro ela se retraia no chão como se a força com que ela se apertasse fosse resolver algo, encolhida em meio a seus livros ela soluçava, mais que o normal. Aterrissei e sorri, ela não retribuiu dessa vez, apenas me olhou.
Abaixei minhas asas e ouvi seu coração gritando de desespero... Não era um som agradável, eu olhei novamente, seu rosto vermelho e molhado olhando pra mim com o sorriso mais convincente que ela achou ainda se viam as lágrimas caírem, ainda se ouvia seu coração gritar dessa vez mais baixo.
-Olá Berto, senti sua falta.
Eu apenas sorri.
-Não suma assim- ela disse com seu rosto avermelhado
Eu a abracei
-Berto, por que algo assim dói tanto, por quê? Não gosto disso.
-Por que a vida é um enigma, que gosta de brincar.
-Eu não consigo Berto, eu não sei nem o que eu quero, por favor, me ajuda?
-Ninguém sabe, mas qual a graça de montar um quebra cabeça com a resposta ao lado?
-Não sei montar esse quebra-cabeça, alias não quero montar.
-Esse quebra-cabeça quem monta é você, do jeito que quiser, essa é a graça.
-Berto, não está divertido, nem fácil, a resposta pode me ajudar.. Berto !
Eu sorri, querendo provocar, seus soluços passaram. Eu abri minhas asas, ela suspirou:
-Você vai de novo?
-Não, eu sempre estou aqui.
-Então por que você some? Berto? Berto? Ele se foi...
Então eu sorri, ela ainda não tinha aprendido.

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