Berto, estou despedaçada... um abraço seria bem vindo... eu gritava pela casa vazia...
Andava em círculos, quem sabe ele pudesse me ouvir.
Me encostei na parede e sentei, lentamente, meu tempo tinha acabado, pra sempre, eu estava sozinha, afinal uma garota comum em meio a multidão não deve ser preocupação de ninguém, mas eu precisava chorar...
Todos precisamos...
Abaixei e chorei, meus olhos doíam, minha mente não parava, e minha cabeça latejava, a dor era física e psicológica.
Ouvi barulhos de asas na sacada, enxuguei minhas lágrimas e coloquei o sorriso mais bonito que achei, não era justo, depois de tanto tempo meu amigo, o único que entendia tudo... ser recebido de outra forma...
Bem vindo Berto eu sussurrei, ainda soluçando.
Ele me abraçou, me deu um beijo na testa, era só isso que eu podia receber, mas naquela hora era a coisa mais valiosa do mundo, um braço amigo.
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