Já são quase cinco da manhã. Por que ainda insiste?
O refrão da música finalmente combina com o contexto e com o horário.
Coço pescoço, estou suando, não consigo mais dormir.
Observo o cinzeiro, ele está tanto tempo sem uso.
Será que eu devo ceder ao meu vício?
Engulo seco, talvez mais tarde.
Tenho que deixar aquilo que me faz mal ir... Aguento duas horas.
Coço pescoço, estou suando, não consigo mais dormir.
Observo o cinzeiro, ele está tanto tempo sem uso.
Será que eu devo ceder ao meu vício?
Engulo seco, talvez mais tarde.
Tenho que deixar aquilo que me faz mal ir... Aguento duas horas.
Já são quase sete da manhã. Por que não se decide?
Nunca fui boa em enjoar de nada, estou ouvindo a mesma música por tanto tempo...
Sou péssima em deixar, o que quer que seja, ir.
Talvez devesse insistir, uma vez mais.
Olho o cinzeiro, vazio.
Um calafrio na coluna.
Sou péssima em deixar, o que quer que seja, ir.
Talvez devesse insistir, uma vez mais.
Olho o cinzeiro, vazio.
Um calafrio na coluna.
Já são quase nove da manhã...
Aguentei por tanto tempo, quase cedi.
Respirei.
Você sabe que aquilo te faz mal, mas não move um dedo pra mudar. Porque você aceita.
Sempre me perguntei como alguém se vicia em cigarros, eles tem um gosto horrível, um cheiro nojento que impregna em tudo. E você precisa insistir pra gostar dele.
Respirei.
Você sabe que aquilo te faz mal, mas não move um dedo pra mudar. Porque você aceita.
Sempre me perguntei como alguém se vicia em cigarros, eles tem um gosto horrível, um cheiro nojento que impregna em tudo. E você precisa insistir pra gostar dele.
Será que temos tempo?
A música não segue mais as horas, mas não paro de ouvi-la.
Detesto o cheiro de cigarro, mas deixei que ela fumasse dentro da minha casa.
Porque ainda insisto?
Olho o relógio, está na hora de ir para reabilitação.
Antes de fechar a porta olho o cinzeiro, preciso jogar ele fora. Não posso devolve-lo para ela.
Meu vício é destrutivo e quase invisível, sei que se devolver, cairei nele novamente.
Suporto mais algumas horas de abstinência.
Detesto o cheiro de cigarro, mas deixei que ela fumasse dentro da minha casa.
Porque ainda insisto?
Olho o relógio, está na hora de ir para reabilitação.
Antes de fechar a porta olho o cinzeiro, preciso jogar ele fora. Não posso devolve-lo para ela.
Meu vício é destrutivo e quase invisível, sei que se devolver, cairei nele novamente.
Suporto mais algumas horas de abstinência.
Repito para mim mesma:
Sou viciada em relacionamentos tóxicos.
Sou viciada em relacionamentos tóxicos.
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