18 de nov. de 2013

Ensaio sobre a honestidade

Abri meus olhos, fechei o egoísmo.
O mundo parecia mais bonito, embora sujo. Ele merecia um banho, merecia mais do que tinha.
Estava tentando manter a minha parte limpa.
Não mentindo, quase não omitindo, estava quase lá, mas não me sentia diferente.
Acho que de tando ouvir, me senti descrente.
Era nesse mundo que eu estava?
Onde estão as boas pessoas?
Era essa a coisas que restava?
As vezes me questionava se haviam pessoas boas.
Eram 8 da manhã, um barulho infernal de martelo, mas oras bolas o regulamento não dizia que o barulho de segunda à sexta só devia começar as 10?
Tudo isso é pelo lucro?
Tudo isso é pela pressa?
Vale a pena ser honesto?
Alguém consegue ser sempre bom?
Questionava-me escrevendo minhas dúvidas nas paredes de qualquer lugar com as canetas invisíveis da indignação.

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