-Olá Berto, como vai você?
Eu vou estou...estou...não sei... seul... me sinto simplesmente assim.
Sul... se lê sul, é francês, sabia?
Acho que ando tendo influencias da minha gravidade ultimamente, minha gravidade perdeu a força ou eu perdi meu peso emocional?
Não sei, Berto você sabe? Você sempre sabe.
Minha heroína, minha gravidade, meu paradoxo... meus, tão meus quanto a sombra perdida do Peter Pan.
Em meio a mil pessoas, em meio a vida a toa, a livros, pensamentos eu me perco...
Me isolo ou sou isolada?
Berto?
-A vida é curta de mais para perguntas desnecessárias...
Abri meu sorriso, dolorido, honesto... meu, isso sim é meu de fato:
-Berto! Você está aqui.- Meus olhos brilharam.
-Sempre estou...- ele me disse com meio sorriso.
-Não há perguntas desnecessárias Berto!
-Quando se faz uma pergunta que já se sabe a resposta ela se torna retorica.
Meu olhar de ironia quase saiu, mas me contive, não sei a resposta.
Ele me viu, meu coração sem gritos, sem sorrisos, só palpitando, sem bater nem apanhar...
Nos fitamos, a resposta não importa, o que importavam eram minhas atitudes diante dos fatos.
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