Olhei pro relógio, estava atrasada, mas como sempre achava que daria tempo...
Ao invés de correr me sentei e chorei... e ri por ter feito isso.
Não quis chamar o Berto, mais consolo, mais respostas que eu teria que decifrar e eu estava cansada de mais pra isso naquele dia, pensei comigo que voltar no tempo serio inútil me conheço sei dos meus erros, sei que se não fosse por isso, teria me magoado por outra coisa.
Então pensei de novo, eu estava certa, o tempo todo e então ri, pois no momento em que mais estive certa em minha vida era no que eu queria estar errada, o mais errada possível.
A coisas são assim caros leitores imaginários a coisas que você se diz e não se ouve dizendo, a pessoas, coisas, lugares e sentimentos que ignoramos ou que queremos tanto que nos faz mal, pois mais cedo ou mais tarde vemos que o mundo não dá o que você procura, as vezes nem o que você merece... mas essa é a graça não é?
Não parece engraçado quando se está chorando, talvez seja mais uma das grandes ironias da vida... não ironias como o porque da palavra grande ser menor que a palavra pequena ironias que nos irritam que nos fazem rir.
Alias o Berto deve estar sorrindo agora, não por ele gostar de desgraça, ele não gosta, mas por ver o quanto somos engraçados, aprendemos aos trancos e quando estamos no limite mudamos e essa hora talvez seja tarde de mais.
Claro que nem sempre você é o culpado de tudo, mas não se iluda, você é culpado de grande parte,
todos somos.
Nenhum comentário:
Postar um comentário